Programa de expansão Jersey nos EUA
Programa de expansão Jersey nos EUA

A AJCA (Associação Americana do Gado Jersey) tem se interessado pelo uso de touros Jersey em rebanhos comerciais de gado de leite, desde que um aumento nestes cruzamentos foi reportado no final dos anos 80. Desde fevereiro de 1993, a AJCA tem discutido estas questões e, em novembro de 1998, autorizou o Programa de Expansão do Gado Jersey (Jersey Expansion).

O programa é uma resposta pró-ativa ao aumento no uso de sêmen de Jersey pelos produtores comerciais nos Estados Unidos, a fim de que estes criem novilhas e vacas mestiças controlodas. O serviço pretende certificar quanto de material genético um animal herdou de Jersey registrado na AJCA. Além disto, este programa visa também aumentar a concentração de genética Jersey na população de gado de leite dos Estados Unidos.

Muitos produtores americanos de leite tem comprado Jersey, mas a oferta de gado vivo puro é limitada e está ficando mais difícil encontrar animais para compra. Uma alternativa é criar animais, usando-se reprodutores Jersey registrados superiores. A idéia é acasalar animais mestiços sistematicamente – geração após geração – com touros Jersey registrados, para se desenvolver um rebanho que possa produzir um leite de melhor qualidade, com mais sólidos.

A “Expansão do Jersey” nos EUA começa registrando-se filhas de touros Jersey registrados com mães diversas. Estas fêmeas receberão o prefixo “J1”. Então, a progênie de uma fêmea “J1” – padreada por um touro Jersey registrado – deve ser registrada como OA (Original Animal), sob as regras do chamado Genetic Recovery. Todas as gerações subseqüentes – se forem padreadas por touros Jersey registrados – serão registradas com o grau de sangue apropriado dentro do programa.

Todas as fêmeas “J1” terão no mínimo 50% de genes Jersey. Esta porcentagem pode ser maior do que isto, se a mãe da fêmea “J1” tiver algum sangue de Jersey. Esta mãe não pode ser registrada como “J1”, no entanto, pelo simples fato de que ela não é filha de um touro Jersey registrado e somente animais padreados por touros Jersey registrados são elegíveis para ser registrados como “J1”.

A tabela a seguir resume cada passo (geração) do processo de registro e a concentração de genes de Jersey herdados de touros registrados, a cada nível.

Como se pode ver na tabela acima, quando um animal passar por estes procedimentos e entrar no Herd Book da AJCA, ele vai ter no mínimo 96,9% de material genético de touros Jersey registrados.

Geneticistas consideram animais desenvolvidos através de uma linha de criação por 5 gerações contínuas como sendo essencialmente equivalente a um animal puro de origem. E o uso contínuo de touros Jesey registrados vai diluir ainda mais os genes residuais de uma vaca “J1”. Na sexta geração, a percentagem herdada de touros Jersey registrados é de 98,4% e na sétima geração é de 99,2%.

Por fim, ressalta-se que a Nova Zelândia e a Dinamarca tiveram – por anos – programas similares muito bem sucedidos para encorajar os produtores a melhorarem seus rebanhos através de uma sequência de uso de touros Jersey. Produtores canadenses também podem identificar animais padreados por touros Jersey, através do NIP (National Identification Program).

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